24-10-2018

Alunos de três a cinco anos fazem releitura coletiva de obras do artista plástico Ivan Cruz



Alunos da Escola Municipal Sítio do Pica-Pau Amarelo, em Uberaba, fizeram a releitura das obras do artista plástico Ivan Cruz, que se encontram em exposição na Casa do Educador. As telas, confeccionadas a várias mãos, com utilização de materiais como cola, papel, linhas, tintas, são o resultado do trabalho realizado desde junho na escola.

Com o subtema “Cantigas e Movimento” do Projeto “ Leitura ao pé da árvore... Pé de quê?”, as professoras escolheram o livro “Folclorices de Brincar”, escrito por Mércia Maria Leitão e Neide Duarte e ilustrado por Ivan Cruz, para as atividades em todas as turmas. 

A pedagoga Idelma Abadia dos Santos, conta que os poemas e a arte visual da obra despertaram o interesse das crianças. “As professoras reproduziram as brincadeiras com os alunos, dando-lhes a oportunidade de vivenciar aquelas retratadas, no livro e fora dele, pelo artista”, comenta.

Os alunos também fizeram pesquisas sobre as brincadeiras e as levaram para casa, para que os pais também “entrassem na dança”, a fim de estreitar a distância cultural entre as gerações. A partir desses ricos momentos, surgiu a ideia da releitura das obras de Ivan Cruz. Cada professora optou pela obra que mais despertou o interesse dos alunos da sua turma.    

Primeiramente, a obra do artista foi riscada em papel Panamá. As releituras foram produzidas, em cada turma, de forma coletiva e gradual. As cores e as diversas técnicas e materiais usados deram vida para a produção.

Zuraida Ramos, também pedagoga, relata que as professoras da escola se empolgaram com os estudos e observações, propondo atividades com brincadeiras, movimento e liberdade de expressão, instrumentos essenciais para o desenvolvimento global das crianças.

Sobre a obra de Ivan Cruz - Um questionamento, que se tornou comum, foi por que as crianças das pinturas não terem rostos: Ivan Cruz, numa de suas entrevistas, questionado por essa característica, respondeu que “existe rosto, mãos e pés, mas não nas formas convencionais, tanto é que as pessoas, as crianças conseguem concluir a forma, que são crianças brincando”. O artista plástico ainda diz: “a criança que não brinca não é feliz, ao adulto que quando criança não brincou, falta-lhe um pedaço no coração”.

As telas dos alunos estão expostas na Casa do Educador, à rua Manoel Brandão, 110 - Mercês.

Jornalista Monica Cussi

Comunicação Semed/PMU